Mostrar mensagens com a etiqueta Especial - 50º aniversário. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Especial - 50º aniversário. Mostrar todas as mensagens

sábado, 2 de outubro de 2010

'Lições' de técnica e gestão


Guardo com muito carinho documentos de onde transcrevo, sem qualquer alteração de sintaxe estes dois extractos que considero dignos de serem meditados por traduzirem preocupações de qualquer gestor moderno e de qualquer técnico de fundição.

No primeiro aí estão expressos dois conceitos tão badalados nos últimos anos, o de eficiência e o de produtividade, envolvidos pela componente solidariedade de quem se preocupa com a saúde dos agentes que estão na base da melhoria da produção e de quem aponta como consequência o ganho de regalias para os envolvidos no processo, aspectos que muitos esquecem e tem deitado a perder ambiciosos projectos. Uma lição!

O segundo é uma indicação para que naquela gitagem ou alimentação das peças, se respeite o sistema "em pressão" e se considere o bolear de arestas para reduzir ou eliminar o pernicioso "efeito de cavitação. Puras técnicas de gitagem ou alimentação de peças que, quando não tidas em conta, muitos e graves problemas acarretam para quem pretende obter peças de boa qualidade. Outra lição!

E o que chamar à atitude de quem, depois de, com o jovem e inexperiente engenheiro que eu era [Eng. Laranjeira], ter analisado e discutido um novo projecto e o mesmo ter sido lançado em execução, vir, passados alguns dias, inquirir como estava o mesmo a decorrer e perante a minha informação de que todas as "Ordens de Fabrico" tinham sido emitidas, caminhar calmamente para a "Carpintaria de Moldes" e, como um ilusionista, retirar bem do fundo da pasta das encomendas a aguardar execução, a "Ficha para a Carpintaria" que esperava, já com muito atraso, a boa disposição do Mestre carpinteiro.

Ali, com uma demonstração ao vivo, aprendi a não mais esquecer uma das funções básicas da "Planificação e Controle de Produção", normalmente designada por "Controle de Avanço da Obra".


Exemplos

..."Recomendamos por isso a todos os nossos operários que aproveitem todo o tempo, sem fazerem esforço excessivo que lhes prejudique a saúde, e que evitem passos e operações inúteis, procurando por todos os meios simplificar a maneira de trabalhar, para que todo o aproveitamento seja maior e melhor e com o qual todos vão lucrar "...

—" Para o efeito dos poros que aparecem nestas peças devem limar o estanho que puseram nos gitinhos que ligam os aros às peças para não entrar tanto ferro para se manter a coluna do gito e as cabeças com os ralos sempre cheias de ferro porque como puseram os giros mais grossos a cabeça não está sempre cheia ao fundir e entram poros. Além deste inconveniente dos poros ocasionados pelas quatro entradas dos gitos para as peças estarem grossas há outros também por essas quatro entradas não terem uns pequenos (---) fazem sempre poros".

Fonte: Eng. José António Piedade Laranjeira em Revista Fundição (Associação Portuguesa de Fundição) nº 2006 [republicado no Jornal de Albergaria de 19.05.1998] (adaptado)

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Uma das empresas percursoras das Responsabilidades sociais

O Comendador Martins Pereira (Comendador da Ordem do Mérito Industrial desde 25 de Novembro de 1943) não foi um técnico e gestor alheio aos problemas sociais, e soube criar condições, ao tempo excepcionais, para os que trabalhavam na Alba: um amplo e bem equipado refeitório, um balneário com cacifos individuais para todo o pessoal, um centro cultural e recreativo (onde alguns dos seus técnicos chegaram a dar aulas graciosamente e... sem subsídios), um campo de jogos e um bairro residencial com doze vivendas.

Nestas instalações tiveram sede e foram apoiadas pela Alba a sua famosa Banda de Música, o Sport Clube Alba que chegou a militar na 2a Divisão de Futebol Nacional e uma publicação periódica "Jornal Beira Vouga".

Mas o Comendador Martins Pereira não ficou indiferente ao que o rodeava e lança-se na construção de duas magníficas salas de espectáculos, os Cine-Teatros ALBA de Sever do Vouga e de Albergaria-a-Velha que prestaram, e continuam a prestar, relevantes serviços às populações destes dois concelhos.


Sabendo bem que muitas acções só são possíveis quando estamos por dentro das instituições que desejamos dinamizar, é eleito Provedor da Santa Casa da Misericórdia em 1947, onde se mantém até 1959, e toma posse como Presidente da Câmara em 1950 (13 de Agosto) tendo exercido esta missão até 7 de Dezembro de 1957.

A sua acção nestas duas instituições e na Santa Casa da Misericórdia de Sever do Vouga levaram-no à criação da "Sopa dos Pobres", cuja acção foi ao tempo e durante vários anos muito oportuna e positiva, à construção de novos edifícios hospitalares nos dois concelhos, de um bairro com 50 habitações (da Misericórdia), de um bairro Municipal com 25 casas e da Casa da Criança, em Albergaria-a-Velha, lançando novos arruamentos e outras obras públicas na sede do concelho e nas suas restantes sete freguesias.

Muitas destas obras, embora comparticipadas pelo Estado, só foram possíveis porque o Comendador Martins Pereira disponibilizou muitos milhares de contos para o seu lançamento e contribuía mensalmente com uma avultada quota para a Misericórdia, nunca tendo recebido um tostão das verbas, a que tinha direito, da Câmara Municipal.


O Fundidor, o Industrial, o Benemérito, o Cidadão Augusto Martins Pereira, dignificando e escrevendo a letras de ouro essa nobre arte (deixem-me chamar-lhe assim) que os FUNDIDORES criam e desenvolvem, deixou marcas indeléveis nestas terras do Vouga e arrastou consigo muitos outros que o apoiaram, como tão significativamente está traduzido na lápide que permanece no átrio do edifício do antigo hospital da Misericórdia de Albergaria:

0 Comendador Augusto Martins Pereira mandou construir este hospital com a comparticipação do Estado, das Fábricas Metalúrgicas Alba, dos seus operários e de outros, benemérítos.

Fonte: Eng. José António Piedade Laranjeira em Revista Fundição (Associação Portuguesa de Fundição) nº 2006 [republicado no Jornal de Albergaria de 19.05.1998] (adaptado)

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Especial “Augusto Martins Pereira (1885-1960) – Apogeu das Fábricas Alba (da década de 30 à década de 60)

No fim da década de trinta, muda as suas precárias e reduzidas instalações do Largo Conselheiro Sousa e Melo, no centro da Vila, para uma zona periférica, na Cavada Nova, ao Sul de Albergaria-a-Velha, onde ainda hoje se encontram.

Passado pouco tempo, numa área total de 41.000 m2 estão cobertos 18.000 m2, onde se ergue, com um "circuito de produção" (layout) digno de registo para a época, uma das mais completas fundições de ferro fundido cinzento do país, que chegou a atingir produções diárias de 20 toneladas e de cerca de 4.000 toneladas anuais, sempre utilizando a fusão por "cubilote de ar frio", e a dar trabalho a 600 colaboradores.

Tornaram-se preferidos, em todo o país e nas então chamadas Províncias Ultramarinas inúmeros tipos de produtos que constituíam o seu catálogo, tais como bancos de jardim, colunas para iluminação pública, fogões domésticos (a lenha e a carvão), panelas de três pés, ferros de engomar a carvão, postos de incêndio e rega, marcos de sinalização luminosa, autoclismos, caixas e tampas de saneamento, esmagadores e prensas para lagar, sifões para esgotos, pesos para balanças, acessórios para instalações eléctricas (cabos armados), acessórios para charruas, para noras e para forjas, bocas de incêndio de parede e do chão, clarabóias, roldanas, bebedouros de jacto e fontanários, caixas de correio, válvulas chupadoras e bocas de rega, válvulas de corrediça (desde 50 a 350 mm de diâmetro nominal), fogareiros a gás, etc.etc.

Paralelamente, por exigências comerciais ou solicitação de muitos clientes que não encontravam no mercado nacional quem lhes desse resposta em qualidade e em tempo, foi desenvolvido o sector de "Não Ferrosos" com duas secções "Alumínios" e "Ligas de Cobre-Latões e Bronzes", utilizando a fusão em cadinhos aquecidos a carvão (coque) ou gasóleo.

Quem, dos mais velhos, não tem ainda no seu trem de cozinha peças de loiça de alumínio referenciadas no fundo com a marca "Alba"?

É natural que muitos não saibam que os corpos, em latão, de milhares de contadores de água que foram instalados no país nos anos cinquenta e sessenta, saíram de Albergaria-a-Velha.

O "Senhor Pereira" como ainda hoje é recordado por alguns dos seus colaboradores dos anos trinta, era exigente na qualidade e ensinava quem mostrava gosto pela profissão, sugerindo e dinamizando a busca de soluções técnicas convenientes, mais eficazes e mais económicas, soluções que deixavam a concorrência sem resposta.

Esta sua faceta transmitiu-a a muitos dos colaboradores que se transformaram em técnicos de grande nível, quer na concepção das ferramentas de moldação-chapas-moldes, caixas de machos, cárceas, etc - quer na sua execução em em madeira ou metal quer na qualidade das moldações e nas engenhosas soluções que estas, por vezes, exigiam.

O pessoal da Alba adquiriu prestígio e muitos debandaram outras paragens em particular Angola e Moçambique onde desenvolveram actividade em especial nas fundições da Companhia dos Caminhos de Ferro de Moçambique.

Em Angola, na cidade de Benguela, na fundição da "Lupral" (Sociedade da Lusalite e da Previdente) todo o pessoal de chefia era oriundo da Alba que também forneceu todas as ferramentas e toda a tecnologia e, com aquela empresa, estabeleceu um acordo de colaboração que garantia o apoio a toda a actividade relacionada com a fundição, levando a contactos regulares do pessoal em deslocações a Benguela e a Albergaria-a-Velha.

Deve-se referir a conquista de um dos seus maiores clientes, a "Lusalite", que ajudou a Alba a tranformar-se, ao tempo, no maior fabricante nacional de material complementar - uniões, válvulas, etc - para as linhas das redes distribuidoras de água domiciliária o que a projectou, anos mais tarde, para fornecer a outros clientes, acessórios como tês, curvas, válvulas de corrediça e de retenção, com diâmetros nominais de 600, 750 e ... 1000 e 1250 mm!

Foi este espírito de... sempre melhor e mais difícil,... que levou a Alba a ser uma das primeiras fundições portuguesas a produzir peças moldadas pelo método de "Carapaça"- (Shell Molding), e a primeira a produzir carcaças de alumínio para motores eléctricos, pelo processo de "vazamento em coquilha por gravidade".

A capacidade de resposta e a qualidade dos seus produtos (ficou famosa entre os fundidores a qualidade da "pele" das peças em ferro fundido) levou a que a Alba passasse a trabalhar para várias indústrias como: papeleira (pasta e papel), química, transportes ferroviários, motores eléctricos, bombas de rega, motores para motociclos, material de guerra, moageira, construção e reparação naval e outras.

O Senhor Pereira para os mais antigos, o Senhor Martins Pereira para os mais novos, o Senhor Comendador Martins Pereira para os seus concidadãos e amigos, durante quase 40 anos com o apoio dos seus filhos (Américo e Albérico), do neto que conheceu (António Augusto) e de muitos dedicados e competentes colaboradores, transformou uma fundição que se iniciou num modesto barracão, numa das mais prestigiadas fundições portuguesas.

Fonte: Eng. José António Piedade Laranjeira em Revista Fundição (Associação Portuguesa de Fundição) nº 2006 [republicado no Jornal de Albergaria de 19.05.1998] (adaptado)

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Especial “Augusto Martins Pereira (1885-1960) – Primeiros anos em Albergaria-a-Velha (1921-1928)

[Em 1921 vende a Fundição Lisbonese à família Bensaúde], regressando ao continente e fixando-se em Albergaria-a-Velha onde instala uma fundição de ferro como nome inicial de "Lisbonense" e que logo altera para "Fundição Albergariense".

Não foi pacífica a vida da Albergariense, e as dificuldades financeiras levaram-no a constituir uma sociedade comercial de quotas com outros 28 participantes (27 concidadãos amigos e uma firma) que, apercebendo-se do que estava em jogo, assinaram. em 17 de Fevereiro de 1923, no Cartório Notarial, de Albergaria-a-Velha, a escritura da nova sociedade, a que foi dada o nome do Homem cujo percurso de vida tenho vindo a descrever e que tão sábias lições a todos transmitiu durante a sua activa, criadora e agitada vida Augusto Martins Pereira.

Estava criada a firma "Augusto M. Pereira & Companhia, Limitada " inscrita no "Livro de Matrículas"(Registo) do Cartório de Albergaria-a-Velha, no dia 5 de Novembro de 1924, com a indicação de que se tratava... " de uma fundição de ferro e bronze, serralharia e forja ou de uma maneira geral a exploração da indústria metalúrgica e ainda de qualquer outro ramo de comércio e indústria"... com um capital social de 300.000$00 e em que Augusto Martins Pereira, desde logo nomeado gerente, tinha só uma quota de 50.000$00, representada pelos edifícios onde estava em funcionamento a Albergariense.

A situação melhorou mas ainda vacilante, o que o leva a participar num acordo de colaboração com o Comendador António Oliveira, às voltas com a constituição e arranque da "OLIVA (1926)", em S. João da Madeira, que se iniciava com uma fundição de ferro, acordo que não permaneceu quando tentaram introduzir uma cláusula de exclusividade por um período de quinze anos.

O dinâmico fundidor dá novo impulso à "Augusto M. Pereira & Ca. Lda" (Albergariense) e vai negociando as quotas com os restantes sócios até que em 3 de Julho de 1928 requer, no Notário de Albergaria-a-Velha, a sua matrícula como "... Comerciante em nome individual".. para exercer a actividade de ... "Fundição (Fábrica de)"....

Estava final e oficialmente constituída a empresa que passou, a partir de 1928, a designar-se por "Augusto Martins Pereira - Fábricas Metalúrgicas" que, após poucos anos, se tornou conhecida em todo o país pelo nome comercial de "Fundições ALBA" ou "Fábricas ALBA" ou simplesmente "ALBA".

Fonte: Eng. José António Piedade Laranjeira em Revista Fundição (Associação Portuguesa de Fundição) nº 2006 [republicado no Jornal de Albergaria de 19.05.1998] (adaptado)

Foto: Jornal de Albergaria (Colaboração: Rui Portugal e Eng. Duarte Machado)

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Especial “Augusto Martins Pereira (1885-1960) – Os primeiros anos (1885-1921)

(...) homem simples nascido em Sever do Vouga a 27 de Novembro de 1885, com as habilitações literárias que dava a Instrução Primária ao tempo e que se viu lançado na vida de trabalho aos dez anos quando, acompanhando seu pai, se iniciou nas artes de fundidor, como aprendiz, na antiga Companhia das Aguas de Lisboa.

Sempre sob a protecção paternal trabalha na Fundição Viúva de José Pedro Marcelo, na Fundição Ribeiro & Branco, ambas em Lisboa, na Fundição da Fábrica de Tecidos Campos, Melo & Irmão na Covilhã e em 1903 regressa a Sever do Vouga para trabalhar na fundição das Minas do Braçal.

Nesse ano perde seu pai e, com 18 anos, casa-se com D. Maria de Jesus Pereira. Depois de uma fugaz passagem pela fundição das Minas de Aljustrel deslocam-se para Ponta Delgada, nos Açores, já com o filho Américo, nascido em 1908 em Sever do Vouga.

Começa por trabalhar na fundição de Francisco Paula Moura; passado pouco tempo segue o percurso emigratório de muitos açoreanos e ei-lo, na companhia dos seus irmãos Angelino e Adriano, a trabalhar numa fundição de Boston, nos Estados Unidos da América

Não se mantém nos E.U.A. por mais de um ano e regressa a Ponta Delgada onde começa por montar uma fundição de bronze com o objectivo de fabricar sinos. Entretanto, em Dezembro de 1911, nasce, naquela cidade, o filho Albérico. Pouco depois arranca com a sua primeira fundição de ferro - a Fundição Lisbonense - que vem põr em risco a hegemonia, no arquipélago, da Família Bensaúde que acaba por estabalecer um acordo com o jovem, aguerrido e já competente fundidor.

Passa assim o conturbado período da guerra 14/18 estabilizando e desenvolvendo a sua empresa que em 1921, vende aos Bensaúdes, regressando ao continente e fixando-se em Albergaria-a-Velha onde instala uma fundição de ferro como nome inicial de "Lisbonense" e que logo altera para "Fundição Albergariense".

Fonte: Eng. José António Piedade Laranjeira em Revista Fundição (Associação Portuguesa de Fundição) nº 2006 [republicado no Jornal de Albergaria de 19.05.1998] (adaptado)

domingo, 2 de maio de 2010

Especial “Augusto Martins Pereira (1885-1960)" - Acta da Câmara Municipal

Acta de Reunião da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha de 4 de Maio de 1960

"( ... ) Voto de pesar pelo falecimento do Senhor Comendador Augusto Martins Pereira. Depois, o Senhor Presidente apresentou à Câmara a seguinte proposta que foi aprovada por unanimidade de todos:

"Foi ontem, dia 3 de Maio de mil novecentos e sessenta, o funeral do Comendador Augusto Martins Pereira, falecido no dia dois, cerca das treze horas.

Teve o Comendador Augusto Martins Pereira larga intervenção na vida económica, administrativa e social nesta Vila. Homem de larga iniciativa, inteligente, a sua actividade soube criar, no limitado meio desta Vila, uma próspera indústria e projectou mesmo para fora desta terra, notáveis e úteis esforços.

Isso deu-lhe uma posição de relevo no meio industrial português. Foi procurador da Misericórdia de Albergaria-a-Velha e a sua acção e benemerência tiveram a maior relevância especificadamente na construção do Hospital, em que trabalhou afincadamente com gosto de grande trabalho e dispêndio de importantes donativos pessoais. E neste campo não posso deixar de referir, que se mostrou esplêndido organizador, entusiástico despertador e animador da colaboração de todas as classes de Albergaria.

Foi também o Comendador Augusto Martins Pereira Presidente da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha e, neste cargo, mostrou um grande interesse e mesmo desenvoltura, dispendeu esforços revelou qualidades de inteligência e interesse pela resolução dos problemas afectos ao Município.

Em resumo: a actividade, as qualidades, inteligência e o espírito benemerente do Comendador Augusto Martins Pereira marcaram-lhe, justificadamente, um lugar de alta relevância, na vida deste Concelho e até na de outras terras.

E assim, foi com viva emoção que foi recebida a notícia da sua morte. Julgo que toda a Câmara compartilha comigo os sentimentos vivos de um grande pesar pelo infausto acontecimento e que quererá, como eu, que, na acta desta Sessão fique dele expresso em bem vincar registo.

Também suponho que toda a Câmara queira, como eu, exprimir à Família do Comendador Augusto Martins Pereira o seu profundo desgosto e os sentimentos que nos vestem o coração neste momento e, para isso, proponho que desta acta lhe seja remetida cópia da parte que se lhe refere."

Presidente da Câmara Municipal: Coronel Gaspar Inácio Ferreira;
Vice - Presidente: Dr. Armando de Albuquerque Miranda;
Vereadores efectivos: Sr. José Correia Martins;
Sr. Vicente Nunes Esteves;
Sr. Manuel Tavares.

Fonte: "Cine -Teatro Alba – 50 anos" (da autoria de Nélia Maria Martins de Almeida Oliveira)