sábado, 20 de setembro de 2014

Protocolo de Doação da documentação


O Arquivo Municipal de Albergaria-a-Velha e a empresa Durit celebraram em Março de 2014 um Protocolo de Doação da documentação pertencente à extinta Fábrica Metalúrgica Alba. O objetivo de ambas as entidades é salvaguardar e difundir o património industrial de elevado interesse e importância para a História Local do Concelho.

Fonte: Facebook / Novos Arruamentos

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Fontanário Alba (na Fundação Batalha de Aljubarrota) em destaque no blogue Old Portuguese Stuff

O blogue Old Portuguese Stuff é um projecto dos arquitectos Alexandre Gamelas e Catarina Santos, que ainda estavam a trabalhar em Nova Iorque quando decidiram — por reverência e por nostalgia — criar um arquivo de detalhes arquitectónicos portugueses. Do barroco ao art déco, do artesanal ao industrial, do Norte ao Sul. Um desses exemplos é o Fontanário Alba, Fundação Batalha de Aljubarrota, Batalha




quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Banco de três pernas em Almeida


Colaboração de Paulo Matos em grupo do Facebook

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Fontanário em Campinho (Albergaria-a-Velha)


Em frente ao Posto da GNR (Campinho) a inauguração dum fontanário Alba. Podem ver-se da esquerda para a direita Vale Guimarães (Governador Civil), D. Sara de óculos, o presidente da Assembleia Nacional (Albino dos Reis) e Augusto Martins Pereira exemplificando como funciona.

Foto disponibilizada no facebook por Eng. Duarte Machado

terça-feira, 10 de junho de 2014

sábado, 10 de maio de 2014

Bebedouro Alba em Paus





Colaboração: Rogério Policarpo

domingo, 20 de abril de 2014

"Alba, uma marca ao serviço da comunidade" em documentário


"Alba, uma marca ao serviço da comunidade" é o nome do documentário que o Cineteatro Alba vai exibir na noite de 29 de abril, pelas 21h00, e que constitui uma obra imprescindível para conhecer um período importante da História recente de Albergaria-a-Velha.

Este documentário retrata a história fascinante da empresa e da marca Alba, um caso exemplar e pioneiro no panorama da indústria portuguesa. É um percurso centenário, norteado por um espírito empresarial inovador, aventureiro, solidário e humanista, colocando o sucesso ao serviço da comunidade, tornando-se assim factor de agregação de uma região e evitando a exclusão social.


A Fábrica Metalúrgica Alba está intimamente ligada à vida dos concelhos de Albergaria-a-Velha e de Sever do Vouga – desde o princípio do século XX – pela sua notável acção económica, social, cultural e desportiva.

Relaciona-se também com a identidade colectiva nacional, através das peças domésticas e do mobiliário urbano que inundaram o nosso quotidiano a partir dos anos 20 e que também se projectaram além-fronteiras.

A concepção e construção integral – motor incluído – de um automóvel de competição genuinamente português é um feito histórico que tem sido pouco divulgado e que aqui merece o devido realce.

As gravações que foram efectuadas com o carro Alba marcam, também, a última vez em que nele andou António Augusto Martins Pereira, o seu inventor.

Alba, uma marca ao serviço da comunidade constitui uma justa homenagem ao verdadeiro mentor do projecto Alba – Comendador Augusto Martins Pereira – e às várias gerações da família que lhe deram sequência, nomeadamente António Augusto Martins Pereira, seu neto, que faleceu em Janeiro de 2013 e cujo depoimento foi gravado poucos meses antes da sua morte.

Fonte: CMAAV

Mais informações 

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Quebra nozes Alba (anos 40)

Nos anos 40 do Séc. passado, Américo Martins Pereira, filho do fundador da Alba, viajou até Londres com o seu irmão Albérico.

Foram os primeiros portugueses a chegar a Inglaterra de automóvel, após o fim da 2ª Grande Guerra. Aventura registada numa entrevista da BBC conduzida pelo saudoso Fernando Pessa. 

Na passagem por Paris, Américo comprou um quebra-nozes em bronze, que originou uma peça semelhante, com uma fisionomia mais geométrica e modernista.

Quebra nozes Alba


Quebra nozes parisiense


Fonte: Projecto Alba

segunda-feira, 10 de março de 2014

A segunda vida da marca Alba


Pedro Martins Pereira comprou a marca e os produtos de catálogo da histórica metalúrgica Alba, tendo já investido mais de meio milhão de euros para dar uma segunda vida à empresa fundada pelo bisavô, em 1921, falida no final dos anos 1990.

Fabricante dos icónicos bancos de jardim, bocas de incêndio ou colunas de iluminação em ferro fundido que ainda hoje se encontram em cidades, vilas e aldeias portuguesas e estrangeiras, esta indústria marcou uma era em Albergaria-a-Velha, onde empregou 700 pessoas e construiu cine-teatros, hospitais, um lar de terceira idade, um bairro com 50 casas, um infantário, uma banda de música e... o Sport Clube Alba, que em 20 de Outubro de 2013 disputou no estádio de Alvalade a eliminatória da Taça de Portugal com o Sporting.

Com a designação "ProjectoALBA", passa agora a fazer parte do universo da Larus, produtora de mobiliário urbano sediada neste concelho do distrito de Aveiro, que fechou o negócio com a Durit. Este grupo tinha comprado a metalúrgica em Abril de 2001, pouco mais de um ano após a falência, detinha 90% do capital e fica agora apenas com a componente das peças técnicas.


O administrador da Larus, Pedro Martins Pereira, explicou ao Negócios que seleccionou apenas 17 dos mais de 700 produtos em catálogo, apostando "naqueles que tinham interesse comercial e numa perspectiva de começar também a desenvolver novos produtos".

Esta nova área de negócio da Larus, que factura metade dos 2,5 milhões de euros no estrangeiro, está dividida em três segmentos. Apenas no de mobiliário urbano manterá, em exclusivo, as peças tradicionais, como os bancos de jardim e os candeeiros de rua verdes.

Nas outras duas acrescentou produtos "com a preocupação de actualizar a tecnologia e ter modelos bem desenhados, como a Alba fazia antigamente", completou o gestor. No aquecimento doméstico a lenha terá à venda, já neste Inverno, um recuperador de calor desenhado pelo arquitecto Souto Moura e uma salamandra da autoria de Francisco Providência, por muitos considerado o melhor designer português da actualidade.


Na área das águas e saneamento, aos clássicos como as bocas de incêndio juntará, por exemplo, tampas de saneamento fabricadas em resina para diminuir os roubos, já que oferecem a mesma resistência, mas um valor comercial inferior.

Foram estas "áreas de negócio possíveis de recuperar" – e não só a ligação emocional com a fábrica onde "brincava quando era miúdo" – que motivaram o empresário albergariense (e "sportinguista de coração") a recuperar esta "marca fortíssima".

Com o benefício de "uma sinergia grande" ao integrar a Larus, que tem um gabinete de seis designers e presença internacional em países como Inglaterra, Bélgica, Alemanha, Angola, Roménia ou Marrocos.

Fonte: Jornal de Negócios  


 Video sobre a histórica metalúrgica Alba

Em tempos socialmente agitados e e em vésperas do Sporting – Alba, para a Taça de Portugal, a Renascença revisita a empresa que esteve na origem da equipa que jogou em Alvalade.

A Alba - de que actualmente só resta a marca – foi uma das fábricas mais robustas e inovadoras do panorama industrial português do século passado. Nos anos 40 e 50, patrões e trabalhadores, ergueram na região centro, uma obra que ultrapassou em muito as paredes da fábrica de Albergaria-a-Velha:
Renascença V+Ver todos os videos
Alba, um clube de futebol que nasceu de uma metalúrgica
Rádio RenasceçaMais informação sobre este video

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Fábrica Alba: Localização estratégica e publicidade



Embora tenha sido fugaz a sua permanência [de Augusto Martins Pereira] nos EUA, ela repercutiu-se em Albergaria-a-Velha, não só a metodologia de trabalho e técnicas de fundição, mas também o design gráfico da marca.  

Design gráfico da marca

Pressupõe-se que o Comendador Martins Pereira tenha traçado o logótipo da “ALBA” inspirado no símbolo da ASTM (American Society for Testing and Materials).


Com o símbolo ALBA a Fábrica Metalúrgica Augusto Martins Pereira tornou-se conhecida em todo o país. A denominação reunia as três primeiras e última letra da palavra ALBERGARIA, ou coloca-se também a hipótese de ALUMÍNIOS DE ALBERGARIA – ALBA.

De inspiração fortemente americana, a publicidade empresarial era fundamental para o desenvolvimento dos negócios. Não só o design da marca ALBA estava definido mas também o uso da publicidade gratuita e a localização da empresa em local estratégico (num aproveitamento das vias de comunicação) para o escoamento fácil dos produtos.

A implementação da unidade fabril junto da antiga estrada real e mais tarde da Nacional 1 torna-se, assim, imprescindível para o progresso empresarial. (...)


Publicidade

A publicidade foi o maior aliado da expansão do produto final a par da inquestionável beleza e singularidade da imagem do logótipo. O crescimento económico nacional, a publicidade em catálogo com recurso a slogans “Alba garantia de bom fabrico”, a participação em feiras, realização de exposições, localização estratégica da empresa e qualidade do produto proporcionaram, inquestionavelmente, o progresso empresarial.

Em 1934, a ALBA obtém a Medalha de Ouro na Exposição Industrial Portuguesa que se realizou em Lisboa. Este facto mostrou no mundo empresarial a qualidade da produção e perspectivou novos objectivos para a empresa. (...)


A acção concertada de gestão do Comendador e dos seus vendedores, da qualidade e pertinência do material criado foram sem dúvida os vectores para a manutenção de topo de venda dos produtos de qualidade.


A presença do Comendador em várias exposições: Ponta Delgada, Lisboa, Aveiro, entre outras traduziu-se na projecção da marca. A emissão de catálogos e apresentação minuciosa dos pormenores técnicos fazia parte do marketing empresarial. Era frequente surgir a informação: “ALBA” “ Fundições de ferro e ligas não ferrosas” a par da enumeração dos artigos produzidos. (...)


Escritório de Lisboa

A  ALBA abre escritórios em Lisboa, na Rua dos Correeiros, 40-2º-E, sendo a gestão da responsabilidade de Albérico Martins Pereira, filho mais novo do Comendador.


África

No sentido da expansão comercial, em 1953 Albérico parte para Angola para aí estudar na companhia de técnicos, já da ALBA, a construção de uma fábrica de fundição, tornando-se administrador do Alumínio Português (Angola). Estabelece então parceria com a Lupral – Lusalite Previdente de Angola, maior consumidor de material complementar para equipamentos. (...)


Nota curiosa é o facto de, na Exposição Mundial, Expo 98, em Lisboa, o pavilhão de Angola apresentar na sua decoração o ferro de engomar da fábrica 

Alba. Fonte: "A fábrica Alba e os seus fundadores - História e Património" de Dra. Nélia Oliveira (adaptado) 
 

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Fontanário em Castelo de Vide


Fontanário ainda em funcionamento em Castelo de Vide

Colaboração: Ricardo Cuf

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Fogão a gás da Fundição Lisbonense (década de 20)


Augusto Martins Pereira, natural de Sever do Vouga, trabalhou em várias fundições em Lisboa, Covilhã, Ponta Delgada e Boston. Retorna aos Açores para criar uma fundição de sinos e outra de ferro em Ponta Delgada, a Fundição Lisbonense, que vende alguns anos mais tarde.
 

Regressa a Portugal, estabelecendo-se em Albergaria-a-Velha por razões estratégicas (localização geográfica e proximidade de matérias primas), montando em 1921 a Fundição Lisbonense, alterando, no mesmo ano, a sua denominação para Fundição Albergariense.
 

Em 1928, cria a empresa Augusto Martins Pereira,surgindo a marca Alba.
Este fogão a gás é uma das primeiras peças que desenvolveu e produziu, ainda com a Fundação Albergariense, modelo registado, que exportava para os Estados Unidos.



Fonte: Projeto Alba