Sábado, 10 de Março de 2012

Fontanário da Sé Velha (Coimbra) de regresso às origens


O abastecimento da água sempre foi uma preocupação para as populações. Até finais do século passado, muita da população na Alta de Coimbra, ainda se abastecia da água das fontes, pois a maior parte das casas antigas não tinha água canalizada.

No século XVI é construído um Chafariz no adro da igreja, junto ao ângulo noroeste, onde anteriormente existia um depósito provisório de águas. (...)

Em 1934 inicia-se o desmonte da muralha que circunda a Igreja da Sé Velha. O então Presidente da Junta de Freguesia de Almedina comunica à Câmara, em janeiro desse ano, que os Monumentos Nacionais estão a proceder à referida demolição.

Assim, e tendo em conta que a fonte em pedra irá desaparecer, solicita para que esta seja montada num outro local do Largo, tendo em conta a importância para o abastecimento e dia a dia da população.

Caso não fosse possível esta mudança, poderia colocar-se em sua substituição um marco fontanário, semelhante àqueles que são colocados noutros locais da cidade.


Tendo sido encomendado à Fundição Alba (Albergaria-a-Velha) alguns marcos fontanários para a cidade, um deles foi instalado no Largo da Sé Velha.

Diferente de todos os outros, o marco fontanário inclui também um candeeiro, o que o torna uma peça impar na cidade.

O Presidente da Junta de Almedina agradeceu à Câmara, em agosto de 1934, a colocação do marco fontanário no Largo da Sé Velha, que veio substituir a velha fonte de pedra. Este marco fontanário funcionou até à década de 80 do século passado. (...)


Fontanário recuperado


Desde a década de 80 até ao ano de 2006 o marco fontanário permaneceu no Largo da Sé velha, continuando a funcionar apenas o seu candeeiro.

Esporadicamente, sempre que decorria uma actividade no Largo da Sé Velha que a isso o obrigasse, a parte do fontanário era activada, como por exemplo acontecia na Feira Medieval.

Em 2006, devido a um acidente, o marco fontanário partiu-se e, após o desaparecimento de uma das peças, a Câmara Municipal de Coimbra recolheu o que restava.

A população não desistiu de voltar a ver esta peça no Largo da Sé Velha. Após alguns abaixo-assinados, e do contacto directo com os responsáveis pela cidade, ficou a promessa de o marco fontanário voltar ao Largo da Sé Velha.

Fonte: gch.cm-coimbra (relatório)

Segunda-feira, 20 de Fevereiro de 2012

Futura exposição sobre as Memórias do Cine-Teatro Alba

A Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha está a preparar uma exposição que integra as memórias do Cineteatro Alba, a ser inaugurada aquando da sua reabertura (...)

Numa perspetiva de envolver a comunidade nesta viagem pelo passado do Cineteatro, a autarquia convida os munícipes a apresentarem objetos, documentos e outros materiais ligados à História do equipamento que possam ser expostos na Sala de Exposições do novo edifício.

Fotografias de eventos, bilhetes, cartazes, postais, peças decorativas… Tudo o que esteja relacionado com o antigo Cineteatro Alba pode ser apresentado no AMA – Arquivo Municipal, para avaliação e possível integração, até ao dia 29 de fevereiro.

Todos os materiais considerados pertinentes para a mostra serão formalmente requisitados, em regime de cedência temporária, sendo devolvidos aos proprietários no final da exposição. Todos os munícipes, e amigos do CT Alba, que cederem objetos e documentos serão mencionados no espaço da mostra temática.

Com a participação dos Albergarienses, a Câmara Municipal pretende criar uma relação mais próxima entre os munícipes e o novo equipamento cultural, levando-os a apropriarem-se de um espaço emblemático, que deverá ser usufruído por todos!

Fonte: Câmara Municipal de Albergaria

Sexta-feira, 10 de Fevereiro de 2012

Sexta-feira, 20 de Janeiro de 2012

Banco Alba na novela "Anjo Meu" da TVI - 2011/2012



(Actriz Sofia Arruda disfarçada; rodagem da novela em Sobral de Monte Agraço/Alentejo)

Terça-feira, 10 de Janeiro de 2012

O fundador da Alba (extracto de carta de J. Acúrcio)

Foi em Albergaria-a-Velha que a Alba nasceu (…)

[No início] era uma pequena oficina no centro da Vila (…) foi percorrendo Portugal inteiro, de lés a lés.

Às tantas, para onde fosse que nos virássemos, eram os ferros de engomar, os autoclismos, os pesos das balanças, os fogareiros e os fogões, as prensas de lagar, as roldanas dos poços, as bocas de rega, panelas e tachos à portuguesa e à inglesa – a Alba invadiu Portugal !

Augusto Martins Pereira não era um santo nem um demónio: - era um homem como nós somos, de carne e osso, ria e chorava, zangava-se e barafustava na fábrica (…)

Tinha desabafos que ficaram na história, a começar por um sopapo, por esfrangalhar uma camisa, e acabar por um “crivo enfiado” (...) de quem, logo à primeira mão, não lhe acertasse com a intenção ou não lhe respeitasse o andamento da perfeição.

No que toca do capítulo da benemerência, nele avulta a odisseia do Hospital (…) E a Casa da Criança e as Casas dos Magistrados. E em Sever do Vouga o Lar dos Idosos.

Promoveu igualmente a construção do “Bairro da Misericórdia” cujas casas independentes entre si e respectivos logradouros consegue ainda causar inveja a outras construções mais recentes.

“Albergaria muito lhe ficou devendo, no que foi um dos mais belos, senão o mais belo capítulo da sua crónica multicentenária, traduzindo em surto de progresso tão denso que haverá de constituir motivo de admiração para as gerações vindouras”, lia-se no Jornal de Albergaria na década de 60.

Augusto Martins Pereira pretendeu igualmente construir um Lar para Idosos em Albergaria-a-Velha, tendo adquirido, com dinheiro do seu bolso, a Quinta da Belavista onde presentemente funciona a Escola Secundária.

Fonte: J. Acúrcio em “Jornal de Albergaria” (adaptado) / Maria Conceição Baptista Soares

(Fotos digitalizadas por Eng. Duarte Machado)

Terça-feira, 20 de Dezembro de 2011

Sábado, 10 de Dezembro de 2011

Exposição "S.C. Alba: 70 anos de História”

Alguns dos documentos cedidos ao Arquivo Municipal, no âmbito dos protocolos assinados, contribuíram para a organização da exposição “S.C. Alba: 70 anos de História” (...)

A exposição contou com a presença de várias figuras ligadas à colectividade, nomeadamente António Augusto Martins Pereira, Albérico Madaíl, Presidente do "Alba e Saudade" (que colaborou com recordações da História do Alba e na cedência de fotos para digitalizar), e Carlos Coelho, o actual Presidente da Direcção do S.C.Alba.


Fotografias antigas, troféus, camisolas, merchandising e outros objectos compõem esta mostra que pretende mostrar a dinâmica do Alba ao longo de sete décadas, tornando-se no maior embaixador da terra em muitas ocasiões, especialmente no futebol.

A exposição está aberta à comunidade, no Arquivo Municipal de Albergaria-a-Velha, até ao dia 30 de Dezembro.

Fontes: CMAV (adaptado) / Eng. Duarte Machado (em Grupo do Facebook "Fábricas Metalúrgicas Alba de Augusto Martins Pereira - Albergaria-a-Velha")

Quinta-feira, 10 de Novembro de 2011

Operários da Alba


Colaboração: Eng. Duarte Machado

Quinta-feira, 20 de Outubro de 2011

Publicidade: Anúncio 1961


Colaboração: Ricardo Ferreira - industriacuf.blogspot.com

Segunda-feira, 10 de Outubro de 2011

Bancos Alba


Foto: Rogério Policarpo (Facebook)

Terça-feira, 20 de Setembro de 2011

Inauguração do Cine-Teatro Alba (11-02-1950)

O Cine-Teatro Alba – projecto do Eng. Júlio José de Brito – é, sem dúvida, uma das melhores, mais modernas e mais luxuosas casas de espectáculos do país. Construído para trabalhar como cinema, ou como teatro, possui, para esta segunda modalidade, camarins completos, tanto para primeiras figuras como para coristas.

Condições excepcionais de funcionamento

Com uma lotação total de cerca de 600 cómodos lugares; é dotado de aparelhagem dupla de cinema “Gaumont Kalle 21” alta fidelidade em som, equipada com lanternas de projecção de grande intensidade e projectores para o palco; possuindo uma instalação de alto-falantes, numa rede completa, com sinal de chamada eléctrica para todo o edifício; enriquecido com todos os pavimentos e lambrins revestidos de mármore, um magnífico bar, sala de recepção luxuosíssima, esplêndidos vestiários, escaparates de exposição, etc., o Cine-Teatro Alba é uma casa de espectáculos sem rival na província e competindo, mesmo, com as melhores da capital.

Família Martins Pereira

Devemos mais esta obra à família Martins Pereira, cujo chefe, o Senhor Comendador Augusto Martins Pereira, homem que vive pelo coração e pelo cérebro, com largo saber de experiência feito, tanto tem trabalhado, produzido para tornar Albergaria-a-Velha maior e melhor, evidenciando, e dedicando-lhe, as mais vastas faculdades de realização.

Estão patentes todas as suas organizações, todavia, o Cine-Teatro é para nós, sob o aspecto cultural, a melhor, a mais bela. (...)

É com gente desta iniciativa, deste dinamismo, desta abnegação, deste amor à sua terra – adoptada como sua, para a engrandecer , para a honrar – que se dá corpo a uma ideia, se prestigia uma Província e se dignifica o nome de Portugal.

Fonte: Vasco de Lemos Mourisca em Brochura alusiva à inauguração do Cine-Teatro Alba (adaptado com subtítulos)

(Extraído de "Cine -Teatro Alba – 50 anos" da autoria de Nélia Maria Martins de Almeida Oliveira)

Sábado, 10 de Setembro de 2011

Sábado, 20 de Agosto de 2011

Roulote Alba (anos 50)

Roulote criada e produzida na Fábrica Alba no princípio dos anos 50 do século passado.






Colaboração: Eng. Duarte Machado

Quarta-feira, 10 de Agosto de 2011

Quarta-feira, 20 de Julho de 2011

Carro Alba em destaque no programa Auto Esporte (Brasil)



A viagem era só para ser até Portugal mas, quando chegou lá, a Millena acabou por se aventurar no tempo. (...) Sabemos que Portugal não tem tradição de carros desportivos, mas o Alba é uma menção honrosa. (*)

Assim começa um destaque sobre o Alba exibido no programa Auto Esporte, da TV Globo (Brasil), onde o carro Alba é apresentado de forma descontraída, leve e divertida, mas sem perder rigor ou cansar o espectador.

Na reportagem, da autoria de Millena Machado, podemos ver António Augusto Martins Pereira (apresentado como "idealizador, construtor e piloto" do Alba) falando do seu envolvimento com o Alba e mostrando as fotos do motor que foi construído de raiz para equipar este automóvel.

Mas o vídeo não se fica por aqui, são ainda apresentados vários pormenores, tanto do veículo, como do seu funcionamento.

Fontes: gi.globo.com / Rodas de Viriato

Video: Globo.com

Dica: Fernando Chaló (Facebook)



(*) O Alba não foi o único carro desportivo produzido em Portugal nos anos 50.

Domingo, 10 de Julho de 2011

Publicidade: Revista "Industria do Norte" (1962)


Colaboração: Ricardo Ferreira - industriacuf.blogspot.com

Segunda-feira, 20 de Junho de 2011

Casa da Criança


Colaboração: Eng. Duarte Machado

Sexta-feira, 10 de Junho de 2011

Sexta-feira, 20 de Maio de 2011

Bairro Alba


Fonte: "Albergaria em Revista"

Terça-feira, 10 de Maio de 2011

Cine-Teatro Alba (1950-2010)

A construção do Cine-Teatro Alba surgiu do resultado de conversações entre o executivo camarário, na pessoa do Senhor Presidente, Dr. Bernardino Correia Telles de Araújo de Albuquerque e o Senhor Comendador Augusto Martins Pereira, porque em meados do mês de Março de 1945 foi deliberado fazerem-se obras no antigo Teatro da Vila para o mesmo servir para o funcionamento do Tribunal de Comarca.

Curiosamente, cerca de 15 dias depois, esta mesma Câmara decidiu colocar à venda o referido Teatro por 80 contos. Este situava-se no mesmo local onde hoje está o Cine-Teatro Alba e foi adquiridos pela Sociedade Cine-Teatro Alba, Lda., nas pessoas do Comendador Augusto Martins Pereira e Américo Martins Pereira.

O valor total da obra definitiva custou à Família Martins Pereira 3.331.964$76 e o “magnífico” projecto elaborado pelo Engº Júlio José de Brito, 25.000$00.

A 11 de Fevereiro de 1950 dá-se início a um processo cultural jamais visto em Albergaria-a-Velha. O edifício, com excelentes condições técnicas e logísticas, foi considerado por muitos como um dos melhores Cine-Teatros do país. E de facto assim o podemos classificar.

Exibições

(…) no início dos anos 50, por cada mês passavam cerca de 8 filmes. Os dias eleitos eram, naturalmente, o fim-de-semana e a Quinta-feira

No ano de 1950 foram exibidos no Cine-Teatro Alba 73 filmes e 4 peças de teatro. E no ano de 1951 cerca de 92 filmes, duas peças de teatro, uma “Récita de Gala promovida pelo Grupo Cénico Albergariense” e um espectáculo de variedades com um ilusionista.

Fonte: Nélia Maria Martins de Almeida Oliveira, “Cine -Teatro Alba – 50 anos”


Fonte: "Cine-Teatro Alba - 50 anos", Nélia Maria Martins Almeida Oliveira

"Cine -Teatro Alba – 50 anos" (sinopse)

Livro editado pela Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha aquando da comemoração do 50º aniversário, recorda o passado nos muitos momentos de distração, lazer e aprendizagens que foram vividas por todos aqueles que neles se identificaram, criando laços de união e convívio da comunidade.

Na sua época, foi um Edifício considerado por muitos como um dos melhores Cine-Teatros do País, tendo recebido no seu palco nomes conhecidos do meio artístico nacional, foi local de apoio à exibição e angariação de fundos de algumas colectividades concelhias e promoveu actividades culturais e pedagógicas, proporcionando um espaço de apoio à exibição das colectividades locais.

Quarta-feira, 20 de Abril de 2011

Larus e Alba - Memórias de uma família com história


O bisavô talentoso

Entre as linhas que a Larus comercializa, está a Comendador, usada pelo atelier Risco no projecto para a Alta de Lisboa, onde há bancos, bebedouros, fontes e grelhas de árvores com a assinatura do designer.

É uma linha com uma história.

"Uma vez trouxe o Daciano da Costa a almoçar a Albergaria, à casa desenhada pelo meu bisavô. Passadas umas semanas, ele chamou-me e disse que me queria mostrar uma linha desenhada em homenagem ao meu bisavô."

Nasceu a linha Comendador, homenagem de Daciano da Costa (que morreu em 2005) ao antigo design das fábricas Alba e de Augusto Martins Pereira, comendador da Ordem do Mérito Industrial.


A avó "exótica"

(...) a história da Larus tal como é contada por Pedro Martins Pereira começa de uma forma inesperada, com uma senhora que, tendo nascido no Brasil e estudado nos Estados Unidos, "parecia um pouco exótica" aos olhos dos habitantes de Albergaria-a-Velha por andar de bicicleta e guiar um carro.

Isto passava-se na infância de Pedro, e a senhora era a avó, que tinha, além de tudo isto, o (bom) hábito de receber revistas americanas, "que nessa altura já falavam naturalmente sobre design".


Planos da família

Nasceu aí a relação de Pedro com o design. Mas os planos da família já estavam traçados e esperava-se que o rapaz, quando crescesse, viesse a ser chefe da fundição Alba, propriedade dos Martins Pereira.

"Está a ver os antigos postes de incêndio, as torres de iluminação, os bancos de jardim, as tampas de saneamento ?

Muito daquilo que ainda hoje se vê nas ruas foi desenhado pelo meu bisavô", o fundador da Alba.

Como previsto, Pedro foi trabalhar para a Alba — antes estudou engenharia em Coimbra, embora no início se empenhasse pouco nos estudos porque, às escondidas, inscrevera-se num curso de pintura, uma paixão antiga.



Arranque da Larus

Ao fim de alguns anos na Alba, saiu, em 1987, para criar a Larus com o designer e amigo Jorge Trindade. Começaram com um concurso para quiosques em Aveiro. "Ganhámos. Eu não tinha edifício, nem funcionários, nem equipamento. Não tinha nada. Aluguei umas escolas antigas, contratei um funcionário excelente, que começou a trabalhar depois das seis da tarde porque no início desconfiava um bocado daquilo, e paguei as máquinas a prestações."


ProjectoAlba

Em 2000, a Alba estava com dificuldades financeiras e Pedro Martins Pereira comprou a velha empresa da família, ficando com a marca e os produtos de referência do catálogo.

Responsabilidade social

(…) há valores que vêm do ambiente em que Pedro cresceu. O bisavô achava que a fábrica Alba tinha responsabilidades sociais e por isso criou um bairro residencial, um centro cultural, um campo de jogos e dois cinemas, os Cine-Teatros Alba de Sever do Vouga e de Albergaria-a-Velha.

Fonte: Revista Pública (Janeiro, 2011)

Domingo, 10 de Abril de 2011

Linha Comendador (Daciano Costa / Larus)


Empregando elementos recorrentes na fisionomia de peças que durante várias décadas notabilizaram as Fábricas Alba, Daciano da Costa desenhou a linha de mobiliário urbano que homenageia o fundador desta empresa, Augusto Martins Pereira, um dos autores anónimos que desenharam a identidade cultural com que nos identificamos.

Bancos, iluminação pública, postos de incêndio e elementos que desenhou para a sua habitação, como balaústres, apoios de candeeiros, portas e remates, repetindo traços horizontais e verticais, foram as referências para a “Linha Comendador”.

Fonte: Larus